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Presidente do politécnico de Viana espera rapidez na resolução de impasse eleitoral

O presidente em exercício do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) disse esta quarta-feira que “dentro de pouco tempo” estará resolvido o impasse na eleição do novo responsável pelo cargo, a aguardar decisão da tutela desde final de abril.

“Prevejo que a decisão deve ser conhecida dentro de pouco tempo, alguns dias, um mês. O pedido de parecer foi enviado ao Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior e estamos a aguardar com naturalidade”, afirmou Rui Teixeira.

O processo de eleição do novo presidente do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) foi suspenso a 30 de abril devido a uma “dúvida jurídica“, apesar de um dos dois candidatos ao cargo ter vencido por dois votos de diferença.

Duas listas, uma encabeçada pelo atual vice-presidente do IPVC, Carlos Rodrigues, e outra liderada pelo ex-secretário de Estado do Governo PSD-CDS Vieira e Brito, disputaram as eleições para a presidência da instituição.

Rui Teixeira, ainda presidente do IPVC, que falava aos jornalistas à margem da cerimónia que assinalou os 33 anos da instituição, explicou que Carlos Rodrigues venceu por 14 votos, contra 12 de Vieira de Brito” e que a “dúvida jurídica” se prende com o facto de “dois dos 29 membros do Conselho Geral que elege o presidente não estarem presentes”.

O Conselho Geral é composto por representantes das seis escolas que integram o IPVC e por instituições da região.

Segundo Rui Teixeira, “14 votos é a maioria dos votos dos 27 membros do Conselho Geral, mas não é a maioria dos 29”.

“O entendimento nas eleições em geral é de que maioria é face ao número de votantes. Um exemplo: No país há dez milhões de eleitores, só votam cinco, um partido teve três milhões de votos. Esse partido forma Governo porque tem a maioria. É um pouco o que se passou aqui, na interpretação do senso comum. Mas a interpretação do senso comum e a lei nem sempre são a mesma coisa”.

Os dois candidatos concorrem a um mandato de quatro anos e podem recandidatar-se uma única vez.

A presidência do IPVC é atualmente ocupada por Rui Teixeira, de 62 anos. No cargo desde 2007, Rui Teixeira é licenciado em Ciências da Nutrição, mestre em Saúde Pública e doutorado em Economia por uma universidade espanhola.

“Desenvolver e Consolidar para melhor servir”, é o lema da candidatura de Carlos Rodrigues, vice-presidente do IPVC desde 2005.

Carlos Rodrigues tem 55 anos, é doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade de Aveiro, tendo ingressado no politécnico de Viana do Castelo em 1989.

Nuno Vieira e Brito, de 58 anos, lidera a lista “IPVC/Estratégia 2023 – Uma Estratégia de Futuro”.

Doutorado em Medicina Veterinária pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), entrou para o IPVC em 1988. Entre 2007 e 2011 foi vice-presidente da instituição de ensino superior, cargo que deixou quando foi nomeado diretor geral da alimentação e veterinária, cargo que exerceu até 2013, quando foi nomeado, durante o Governo de Pedro Passos Coelho, secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar, desempenhando aquelas funções até 2015.

Com cerca de cinco mil alunos, o IPVC tem seis escolas – de Educação, Tecnologia e Gestão, Agrária, Enfermagem, Ciências Empresariais, Desporto e Lazer -, ministrando 28 licenciaturas, 40 mestrados, 34 Cursos de Técnicos Superiores Profissionais (CTESP) e outras formações de caráter profissionalizante.

Além das escolas superiores de saúde, educação e tecnologia e gestão, situadas em Viana do Castelo, o IPVC tem escolas superiores instaladas em Ponte de Lima (Agrária), Valença (Ciências Empresariais) e Melgaço (Desporto e Lazer).

Fonte: Lusa

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