Monção lança concurso para emparcelamento agrícola reclamado há décadas

A Câmara de Monção lançou o concurso público para o emparcelamento agrícola de duas freguesias do concelho, reclamado há décadas pelos agricultores locais, por um preço base superior a 4,3 milhões de euros, informou hoje o município.

Em comunicado, a autarquia estimou que “os primeiros trabalhos” do emparcelamento agrícola das freguesias de Moreira e de Barroças e Taias “deverão arrancar em meados deste ano”.

“O prazo de execução são 730 dias (cerca de dois anos), sendo que, a breve prazo, serão marcadas sessões de esclarecimento nas duas freguesias para prestar todas as informações referentes ao projeto e dissipar eventuais dúvidas da população”, especificou o município liderado pelo social-democrata António Barbosa.

A decisão de abertura daquele procedimento, adianta a nota da autarquia do distrito de Viana do Castelo, foi tomada “por unanimidade em reunião descentralizada do executivo Municipal realizada em Moreira”.

Em causa está um projeto para a reestruturação e modernização, nomeadamente da produção de vinho Alvarinho, atividade que envolve 2.000 produtores, com 67 empresas e 112 marcas diferentes.

Aquele projeto de “ordenamento fundiário, que envolve terrenos nas freguesias de Moreira e Barroças e Taias, abrange 529 hectares, dos quais 127 de reconversão de vinha, 616 proprietários e 892 lotes”.

“Considerando a sua dimensão, o emparcelamento agrícola nas duas freguesias do Vale do Gadanha, com lotes destinados maioritariamente à produção de vinho Alvarinho, resultará num acréscimo produtivo daquela casta nobre e singular, potenciando novos investimentos no setor e chamando novas gerações para a viticultura”, sustenta a autarquia.

Em novembro de 2016, o Conselho de Ministros aprovou o projeto de emparcelamento das freguesias de Moreira, Barroças e Taias, em Monção, com uma área total de 529 hectares.

O documento apontava então como “principais objetivos” a concretizar com o projeto de emparcelamento a “introdução de fatores de racionalização, valorização e competitividade agrícola, tendo como objetivo a promoção do ordenamento do espaço rural, com o intuito de potencializar os recursos, com vista à valorização da agricultura no espaço rural”.

Fonte: Lusa

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